Património Mundial

Património Mundial

Candidatura a Património da Humanidade, por parte da UNESCO

Fonte de inspiração, com destacadas tentativas de repetição em algumas partes do mundo, o Bom Jesus do Monte confirma a sua vocação para elevar a humanidade à sua sublimidade. Aqui, onde a arte obtém um casamento perfeito com a natureza, a humanidade atinge a sua plenitude. Aqui, onde a devoção dá lugar, cada vez mais, a um interesse artístico e turístico crescentes, localiza-se um fenómeno inevitável da história de uma gente, um tal estilo à parte que deve consagrar o Bom Jesus como património para toda a humanidade.

A tradição secular da peregrinação, como testemunho de fé, está presente na história das religiões, em muitas culturas (hindu, judaica, muçulmana, cristã), em muitos destinos de peregrinação (Jerusalém, Roma, Santiago de Compostela, Bom Jesus do Monte).

O monte sagrado, depois de Itália, espalhou-se por outras áreas da Europa, Portugal, Suíça, Áustria, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Checoslováquia e casos esporádicos na Hungria, Turquia, Rússia e Iugoslávia.

A montanha sagrada do Bom Jesus do Monte, em Braga, cujas raízes remontam ao século XIV, desenvolve-se a partir dos finais da Idade Média, quando emergem os primeiros movimentos de peregrinação, devoção e culto, evocando a Nova Jerusalém. Neste caminhar, o sacro monte, como polo significativo de arquitetura sacra, passa, sinteticamente, por 3 fases:

– o tempo das ermidas, desde o século XIV até 1629, onde sobressaem D. Jorge da Costa II e D. João da Guarda;

– o tempo da impregnação da devoção à Santa Cruz, desde 1629 até 1723, onde a constituição da Confraria do Bom Jesus do Monte ganha um papel determinante na definição do rumo da estância;

– o tempo da implementação da Via-Crucis, desde 1723 até à atualidade, em que o Presidente da Confraria D. Rodrigo de Moura Teles lança um ousado projeto e inicia a construção da estrutura do complexo atual, o mais monumental sacro monte da Santa Cruz em Portugal, evocativo do caminho doloroso do calvário, traduzido no Pórtico, Escadório, Capelas, Fontenários, Estatuária e Templo, não obstante serem introduzidos, ao longo do tempo, melhoramentos, reformas e significativas alterações em sintonia com os gostos artísticos do momento.

Aqui, onde o visitante é inevitavelmente conduzido a um patamar que transcende a sua própria existência, aqui, onde a arte obtém um casamento perfeito com a natureza, aqui, nesta dialética dos dois mundos (o natural e o construído), ficamos cativados pela sua globalidade, pela simbiose entre a «expressão da natureza» e a «intervenção humana», faltando, apenas, a ascensão a Património da Humanidade.

O Bom Jesus do Monte, referência incontornável.

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