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A Cruz foi usada como elemento essencial e símbolo da missão providencial de Portugal

 

Pedro Vilas Boas Tavares, docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, foi o convidado de mais uma sessão das “Conferências do Bom Jesus do Monte“, que decorreu ontem no Hotel do Parque, na estância do Bom Jesus. Na sua intervenção, o docente mostrou que a Cruz foi usada pelos monarcas desde o início da nacionalidade como elemento essencial e símbolo da missão providencial de Portugal.

Numa conferência suportada também em imagens da Cruz, em diversas circunstâncias, Pedro Vilas Boas Tavares lembrou que a própria bandeira nacional incorporou a Cruz, precisamente por causa de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, na luta pela independência.

De facto, uma das imagens mostradas aos presentes foi precisamente retábulo do “Milagre de Ourique“, pintura a óleo, de Manuel dos Reis, que está no Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães.

Aliás, segundo o orador, D. Afonso Henriques foi um confesso admirador da Santa Cruz e sentia-se um «protegido» pela Cruz. «As devoções fundacionais foram importantes ao longo da história de Portugal, nomeadamente nos momentos de crise e no recomeço da história. Por exemplo, no começo da Dinastia de Avis; e depois num outro recomeço com D. João IV. Eles vão conscientemente retomar esse fio condutor», disse.

Pedro Vilas Boas Tavares deu conta ainda da atenção que D. Manuel I deu à Cruz, fazendo até um grande investimento nos túmulos dos reis, dando-lhes outra dignidade. As teses de José Mattoso sobre a cruz foram várias vezes citadas na conferência.