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Bom Jesus apresenta vista inédita da cidade de Braga

 

A Confraria do Bom Jesus promoveu ontem uma visita às várias intervenções do projeto “Bom Jesus: Requalificar II”, durante a qual foi possível apreciar uma vista inédita da cidade Braga a partir de uma das torre sineiras da basílica.

O espaço abrirá à visitação pública no dia 30 de junho, data do término das obras de requalificação do santuário minhoto, que pretende integrar a lista de Património da Humanidade da UNESCO.

O Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e o diretor regional da Cultura do Norte, António Ponte, marcaram presença na iniciativa liderada pelo vice-presidente da Confraria bracarense, Varico Pereira.

«Esta visita teve como objetivo chamar as entidades envolvidas na requalificação do Bom Jesus para verem “in loco” os trabalhos realizados e verificarem que o trabalho, tempo e dinheiro investidos estão a ser bem empregues», explicou o responsável.

No âmbito do “Bom Jesus: Requalificar II”, foram realizadas intervenções no interior e exterior de 6 capelas; no Escadório dos Cinco Sentidos ao longo da mata; no interior da Basílica; em dois coretos; e no Centro de memória, que irá acolher todo o espólio da sacrisita, que foi intervencionada na primeira fase.

«Tínhamos um orçamento inicial de 2 milhões e 400 mil euros, mas, com os concursos públicos que realizamos, conseguimos reduzir para cerca de 1 milhão e 800 mil euros, o custo real desta intervenção», contou Varico Pereira, que deseja que «lá para o final de junho haja novidades» em relação à inclusão do santuário bracarense na lista de património da Humanidade da UNESCO.

 

«Bom Jesus é ativo único»
O presidente da Câmara de Braga mostrou-se «satisfeito» com o andamento da requalificação.

«Salta à vista de todos os utilizadores correntes do Bom Jesus, todas estas dimensões que o santuário propicia, os melhoramentos que têm vindo a ser promovidos pela confraria e que beneficiam toda a nossa comunidade e valorizam sobretudo este ativo que é único», disse Ricardo Rio aos jornalistas que acompanharam a visita de ontem.

O autarca espera, por isso, que, «brevemente, [o santuário] venha a merecer a classificação como Património da Humanidade»
Também «é muito importante que as entidades públicas, nomeadamente a autoridade de gestão do Norte 2020 , esteja a reconhecer o esforço que se está a desenvolver [no Bom Jesus] e a apoiar com financiamentos estes projetos, que vêm qualificar ainda mais um recurso único e que Braga tem que continuar a promover e a valorizar».
«O trabalho que está a ser realizado no Bom Jesus é de grande qualidade quer na dimensão religiosa, quer no enquadramento paisagístico», elogiou.

 

Comunicar património
«A Direcção Regional da Cultura do Norte (DRCN)tem vindo a acompanhar a intervenção [no Bom Jesus] ajudando a encontrar soluções, pois, estes processos de conservação e restauro acabam por ter um conjunto de supresas no decurso da intervenção que obriga a respostas imediatas», disse o presidente da DRCN, cujas equipas técnicas têm acompanhado os trabalhos em curso.
Esta monitorização tem em conta «a necessidade de tomada de decisões a todo o momento para perceber que tipo e nível de intervenção, que camadas de história importa preservar», afirmou António Ponte, que sublinhou outra dimensão do trabalho técnico da DRCN.
Para o responsável, também importa «comunicar, transmitir, explicar e mediar o património para que este seja mais apreendido pelas pessoas que visitam este espaço».

 

Diário do Minho
Foto: António Silva