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D. Jorge e Rio desafiam entidades a criar sinergias e a trabalhar em rede pelo património

O Arcebispo de Braga recebeu ontem, no Bom Jesus, o certificado da UNESCO entregue pela mão do presidente da Comissão Nacional, embaixador José Moraes Cabral. O momento ficou marcado pela alegria, mas D. Jorge Ortiga não nega que a «verdadeira emoção» ocorreu no mês de julho, aquando da elevação do Santuário a Património Mundial da Humanidade. A entrega decorreu no âmbito do seminário “40 anos de Património Mundial em Portugal”, durante o qual o Prelado e o presidente da Câmara, Ricardo Rio, defenderam ambos mais trabalho em rede e partilha de sinergias entre as entidades públicas e privadas, na proteção, preservação e reabilitação do património.

«Hoje foi pura e simplesmente sentir nas próprias mãos a entrega de um documento que ficará aqui arquivado, e permanecerá como memória do empenho e compromisso da Confraria e da Arquidiocese de Braga, que  realizaram todo este processo de candidatura. A nossa intenção foi sempre a de oferecer esta distinção à comunidade, e foi sempre nesse sentido que trabalhámos para que todos possam usufruir de um espaço com as melhores condições», afirmou D. Jorge Ortiga.

O Prelado falava aos jornalistas após a sessão de abertura do seminário “40 anos de Património Mundial em Portugal”,  no âmbito da qual deixou o desafio a todas as entidades que trabalham pelo património para que aproveitem as sinergias e trabalhem em articulação pelo património.

D. Jorge usou como orientação as palavras «proteger, preservar e reabilitar», motes deste seminário.

Lembrando que «existiram e existem muitos atentados em nome do pseudo-progresso», o Arcebispo Primaz enfatizou a necessidade de proteger o património, salvaguardando-o para o futuro, sustentando ainda a necessidade de o preservar e de o qualificar.

«Muitas vezes o património perde o seu valor por intervenções tardias, atrasadas e sem a qualidade que deveriam ter», afirmou, alertando também para a necessiadde de reabilitar com precisão e qualidade, isto é, «sem deturpar o significado original».

Defendendo que a conjugação destas três realidades é muito exigente,
D. Jorge Ortiga deixou, por isso, às instituições envolvidas na demanda do património, o desafio de «uma interpretação plural» e do aproveitamento de sinergias.

«Enquanto nós não tivermos um projeto, enquanto não tivermos um plano, enquanto não tivermos políticas em comum, nós nada conseguiremos», apelou o Arcebispo de Braga, defendendo que «perante o valor que o património tem temos que interagir e pôr sinergias ao dispor dos outros», afirmou, dando como exemplo a própria Igreja e a Câmara Municipal, que têm que trabalhar em conjunto.

Segundo D. Jorge as entidades devem sentar-se permanentemente para dialogar e depois estabelecer prioridades para que a proteção, preservação  e reabilitação do património seja feita com qualidade e em sintonia.

Notícia Diário do Minho 3/10/2019