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Requalificação do Bom Jesus revela tesouros dos séculos XVII e XVIII

O novo presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal visitou ontem as obras de requalificação da Basílica do Bom Jesus, candidata a Património Mundial da UNESCO. Luís Pedro Martins garantiu que a entidade pretende «dar a conhecer este destino porque, depois de virem a primeira vez, será fácil atrair e fidelizar os turistas».

À margem da visita, o presidente da Confraria do Bom Jesus, Varico Pereira, revelou que foram encontrados, durante a intervenção no coro alto, peças de paramentaria dos séculos XVII e XVIII e que a Irmandade portuense dos Clérigos cedeu um candelabro para ser colocado no transepto do templo minhoto, numa parceria pioneira em Portugal.

 

De acordo com o coordenador da fiscalização das obras em curso na Basílica do Bom Jesus, «a empresa já tem 75% da obra concluída».

«Na próxima semana, inicia a terceira fase da intervenção no interior da basílica, que consiste na operação de restauro de tetos e cantarias da nave. Todo o restauro do transepto e capela-mor está concluído, ou seja, terminou-se aquilo que podia provocar mais atrasos, a parte mais delicada da obra», contou Paulo Sousa ao Diário do Minho à margem da visita do presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, ao santuário minhoto, candidato a figurar na lista da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Na obra estão envolvidos cerca de 30 profissionais e, na próxima segunda-feira, começa-se a desmontar andaimes, o que significa o início da derradeira etapa.

Por esse motivo, defendeu o vice-presidente da Confraria do Bom Jesus, o timing da visita do responsável máximo da TPNP às obras «não podia ser outro».

O dia de ontem foi «uma oportunidade para apresentar a TPNP como um aliado estratégico para esta candidatura [a Património Mundial]. Esperamos que a entidade nos ajude neste processo de divulgação e promoção do Bom Jesus e da própria candidatura a Património Mundial», disse aos jornalistas Varico Pereira.

«Sabemos que a dimensão do Bom Jesus vai além das nossas fronteiras. Recentemente, vimos a classificação de Braga como destino europeu e a imagem apresentada foi a do Bom Jesus. Isso significa claramente que o ex-libris da Cidade dos Arcebispos continua a ser o Bom Jesus», garantiu o responsável, antes de enumerar as novidades relacionadas com a intervenção em curso no local.

«As obras são uma oportunidade para ver o trabalho que se está a fazer e para qualificar a visita das pessoas. Estamos a trabalhar na conservação e restauro, mas também na melhoria das condições de quem visita o Bom Jesus: peregrinos e turistas», explicou Varico Pereira, antes de referir que os visitantes terão «mais para ver».

 

Diário do Minho
Foto: Avelino Lima