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Confraria

Confraria do Bom Jesus do Monte

Entre as múltiplas manifestações de devoção ao Bom Jesus do Monte, a criação da sua confraria é, por certo, uma das mais importantes e significativas, tanto pela sua longa duração de cerca de quatro séculos, como pelo número de fiéis que ao longo desse tempo movimentou. Foi na sequência desse impetuoso movimento de devoção, de parénese, que envolvia todas as camadas sociais da grei portuguesa, dos mais altos dignitários ao mais humilde povo, não só de Braga e do seu termo, mas de todo o país que, no intuito de darem realidade institucional a um elevado concurso de fiéis à ermida do Bom Jesus do Monte, deliberaram instituir uma confraria destinada a promover a devoção à Santa Cruz.

Tudo começou no ano de 1629, quando um punhado de devotos bracarenses tomaram energicamente a resolução de fundarem uma confraria, sob a invocação do Bom Jesus do Monte, para reacenderem a extinta devoção à Santa Cruz. Nenhum nome destes beneméritos cidadãos chegou até nós.

A constituição da confraria trouxe um enorme entusiasmo àquela instância. Um grupo de fiéis tomou a tarefa de restaurar o culto com o intuito do engrandecimento deste centro de peregrinação, mudando a designação de Monte da Santa Cruz para Bom Jesus do Monte.

Os primeiros confrades da nascente confraria, pobres de recursos, recorreram à imaginação e implementaram um vasto número de iniciativas de modo a aumentar os seus réditos para erguerem a ermida construída por D. Jorge da Costa, em 1494.

A tutela e patrocínio régios a partir de 1822 é uma chancela de idoneidade de uma atuação administrativa e assistencial, de um lema de inspiração religiosa, de uma ação assente em obras de misericórdia, que funcionou, então, como motor, estímulo e proteção.

O rei, D. João VI, ao conceder a provisão régia de 29 de julho de 1822, equiparando a confraria às misericórdias, possuindo, por isso, as honras, privilégios, direitos e prerrogativas que gozam as congéneres do país, foi sensível ao sentir e ao pedido dos irmãos e da mesa da confraria alegando o grande número de peregrinos que se deslocam em romagem e os muitos pobres, romeiros e doentes que procuram os serviços da confraria.

Este feito motivou que se colocassem as Armas Reais no Cruzeiro da Capela-Mor e outras na fachada do templo, ao centro, sobre a cornija, por cima do janelão. O santuário ostenta, desta forma, o escudo (brasão real) de D. João VI, as armas reais de Portugal e do Brasil, mandado executar em 14 de janeiro de 1824, em honra do monarca que concedeu ao santuário honras e prerrogativas das misericórdias e o colocou sob a sua “Real e Imediata Proteção”.

Também D. Miguel I, em 17 de abril de 1833, assinou, no Palácio dos Arcebispos de Braga, um termo em que se declarou Juiz Perpétuo da Confraria e Protetor do Real Santuário, enquanto que as Infantas se ofereciam para «aias» do Bom Jesus do Monte.

Outros documentos e acontecimentos enobrecem a história desta confraria.

Pela portaria n.º 6536, de 9 de dezembro de 1929, publicada no Diário da República de 12 de dezembro, atendendo às funções altamente meritórias desempenhadas pela confraria no plano sócio-caritativo, foram concedidos os direitos e prerrogativas das Casas de Caridade e foi declarada Instituição de Utilidade Pública.

A confraria foi, também, agraciada com a medalha comemorativa do ano de jubileu do turismo português pelos 75 anos de atividade no setor do turismo (1986). A medalha foi entregue na Sala Portugal da Sociedade de Geografia de Lisboa, com a presença do Presidente da República Dr. Mário Soares.

A Câmara Municipal de Braga, em 5 de fevereiro de 1998, aprovou por unanimidade o parecer favorável para atribuição do estatuto de utilidade pública à Confraria do Bom Jesus do Monte.

Órgãos Sociais

Presidente – P. Adelino da Silva Costa

Vice-Presidente – P. Mário Martins Chaves Rodrigues

Secretário – Dr. Varico da Costa Pereira

Tesoureiro – Dr. Luís Carlos Lopes Fonseca

Vogal – Dr. Mário Paulo Afonso Pereira

Vogal – Engº Abel Pereira Barroso

Vogal – Dr. Domingos Rodrigues Lopes

Vogal – Aristides José Ribeiro da Silva

Vogal – Dr. Vicente Craveiro Martins

Vedor do Culto – Cónego Manuel Azevedo Tinoco

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O Bom Jesus do Monte, referência incontornável.