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Bom Jesus quer ser estância também dedicada ao pensamento, à reflexão

 

Arcebispo de Braga inaugurou Espaço Museológico do Coro Alto e Torre Sineira, na celebração do 1.º aniversário da inscrição do Bom Jesus na Lista do Património Mundial da UNESCO.

Na passagem do primeiro ano da inscrição do Bom Jesus na Lista do Património Mundial da UNESCO, o Arcebispo de Braga desafiou a Confraria do Bom Jesus e a sociedade bracarense e portuguesa a organizarem eventos de índole cultural no santuário.

Não havendo muito mais a fazer em termos de construções físicas, o desafio agora, salientou D. Jorge Ortiga, passa por assegurar nesta estância religiosa e turística uma variedade cultural que atraia e valorize ainda mais este conjunto patrimonial arquitetónico e natural.

Além de concertos e exposições, o Arcebispo de Braga gostava que o Bom Jesus fosse também palco de congressos a nível nacional e até internacional «para poder refletir e pensar», ou seja, uma estância voltada para o «pensamento».

«Nós temos hotéis, nós temos espaços que proporcionam condições para a realização de congressos», disse, desafiando economistas, contabilistas, empresários, políticos, profissionais de saúde, professores, entre outros, a acolherem o Bom Jesus como um local para «tornar a sociedade mais humana, mais justa e provocadora do progresso».

O prelado reconhece que o santuário tem sido «convenientemente recuperado e tudo tem sido devidamente aproveitado», mas a exploração desta vertente dos congressos «está por fazer».

A Confraria abriu ontem ao público um espaço museológico no Coro Alto, que reúne um conjunto de sinos, paramentos e objetos litúrgicos, e uma das torres sineiras da basílica, que foi totalmente renovada e de onde se obtém uma vista magnífica sobre Braga e arredores.

A inauguração contou também com o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, que apelou à Infraestruturas de Portugal (IP) que assuma a responsabilidade da melhoria do acesso ao santuário do Bom Jesus, frisando que esta obra não compete diretamente à Câmara Municipal nem à Arquidiocese ou à Confraria do Bom Jesus.

Salientando que os bracarenses sentem-se «desgostoso» de verem a porta de entrada para o Bom Jesus em «más condições de manutenção e limpeza», o autarca deseja que a IP contribua para a valorização da estância do Bom Jesus através da melhoria deste acesso rodoviário.