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Escadório das Virtudes

Escadório das Virtudes

Depois da última figuração do Escadório dos Sentidos, depois de alguns lanços, um terreiro e alguns degraus, a caminhada prossegue através das Virtudes Teologais, de modo a fornecerem as competências necessárias para entrar no templo, a fé, a esperança e a caridade.

Nesta peregrinação pela montanha sagrada, o Escadório das Virtudes, datado de 1837, é o culminar da escadaria sinuosa da via dolorosa. Nesta caminhada apercebemo-nos das Pegadas de Jesus, dos vestígios das pisadas em direção à Paixão. A subida da escadaria faz-se caminhando, fonte de inspiração e reflexão, porque a virtude é o caminho para a felicidade.

O Escadório das Virtudes Teologais foi concebido por Carlos Amarante, ao gosto neoclássico, que acompanhou como arquiteto, como mestre e como operário. Mantêm-se os contrastes claro-escuro, bem como as linhas angulosas do granito nortenho no terraço. Carlos Amarante haveria de fazer do Bom Jesus uma obra de arte sublime, completando o que o génio soaresco havia antecipado. O neoclássico floresce agora, por entre as jarras chamejantes e as linhas sóbrias, pouco dadas a excessos decorativos.

A entrada do escadório é proporcionada por um amplo terraço, um pátio quadrangular, um par de obeliscos, com assentos em cantaria e protegido por paredões com vasos em pedra. Denota-se, de imediato, que entramos num contexto renovado, correspondente a um novo estilo arquitetónico, que haveria de deixar marca na fisionomia do santuário.

Aqui o espetáculo das formas do rococó dá lugar ao requinte proporcionado pelo retorno às formas clássicas.

A construção iniciou-se nas duas primeiras décadas do século XIX, com os respetivos fontanários dedicados às virtudes teologais.

O Escadório das Virtudes completa o significado do Escadório dos Cinco Sentidos, composto por três lanços com muros semelhantes aos do escadório anterior, mas com urnas sobre as pilastras, surgindo, no eixo, fontes com as figuras da fé, esperança e caridade, ladeadas por esculturas alegóricas.

As fontes são rasgadas em grandes aberturas ovais ou arcos abertos nas paredes, nichos de volta perfeita, enquadrados por pilastras toscanas e rematados por um pequeno elemento recortado, onde se erguem urnas. Por baixo das peanhas das estátuas figuram lápides embutidas com inscrições de sentenças e preceitos da bíblia.

As imagens das virtudes teologais, pilares fundamentais da religião, à exceção da esperança, foram executadas pelo escultor bracarense António José Pereira.

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O Bom Jesus do Monte, referência incontornável.