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Capela da Prisão e Fonte da Diana

Capela da Traição ou Prisão

e Fonte da Diana

Junto de um dossel de verdura, árvores frondosas e uma ramagem verdejante que interceta os raios do sol, surge a terceira capela brasonada, de planta oitavada, onde se encena a traição de Judas e a prisão de Cristo.

Em 1788, o Monte Calvário representado no interior desta capela foi novamente reconstruído, juntamente com os das capelas do Horto, Crucifixão, Descimento, Ressurreição e Ascensão, segundo projeto do padre Manuel de Santa Ana, religioso franciscano e lente de Teologia no convento de Santarém.

Aqui somos conduzidos para o «Getsémani», para o Jardim das Oliveiras. Depois de Jesus ter alertado os sonolentos discípulos para que vigiassem e orassem para não caírem em tentação, são surpreendidos por Judas, o traidor, e por uma grande multidão que vinha com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.

No exterior, encontramos a inscrição que encima esta capela: «MANUS INJECERUNT IN IESUM ET TENUERUNT EUM», que é traduzida, segundo a Bíblia de Jerusalém, por: «Deitaram a mão em Jesus e o prenderam».

No interior da capela encontramos 11 imagens, onde se encena o ósculo da traição e as tentativas de Pedro para defender o mestre.

Para recordação perene do 150.º aniversário do lançamento da primeira pedra do santuário, a confraria e a Comissão dos Amigos das Capelas, de então, promoveram um peditório para o novo figurado da capela da Prisão do Senhor, que representa a cena final do Jardim das Oliveiras. Como só existiam duas figuras, a de Jesus a ser beijado por Judas, foram integradas mais nove imagens executadas pela Casa Fânzeres. Carlos Luís Ferreira da Cruz Amarante, no mapa de 1789, descreve a antiga capela deste modo: uma numerosa turba prendendo Jesus Cristo. Judas dando-lhe o ósculo. S. Pedro cortando a orelha ao servo do pontífice. O mancebo fugindo coberto com o lençol. Judas a suspender-se numa árvore.

Nesta encenação da prisão, o beijo não é um elemento simbólico de veneração, pelo contrário, um rude sinal de traição.

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No lado esquerdo da capela está um fontanário (fonte de Diana) com os respetivos emblemas: mão, aljava e arco.

Diana é a deusa romana identificada com Artemísia, deusa grega, divindade dos bosques e florestas, deusa da caça, das correntes de água e dos lagos.

Segundo a tradição, esta deusa vingativa comprazia-se com os sacrifícios humanos e promovia massacres de animais que simbolizavam a doçura e o amor fazendo sentido, então, a sua colocação do lado esquerdo da capela que abriga a cena do beijo de Judas, motivo que desencadeou o sofrimento de Cristo infringido por mãos humanas.

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O Bom Jesus do Monte, referência incontornável.